13/10/07

Nª Sª do Paraíso, ÉVORA

Mosteiro Dominicano feminino, destruído

Fotos antigas:



O Mosteiro foi destruído, e o recheio disperso:
Museu de Évora,
Tesouro da Sé de Évora,
Museu Nacional de Arte Antiga
Biblioteca Nacional (Lisboa)
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Tesouros dispersos:

1) Na Sé de Évora:

Nª Sª do Paraíso, hoje no Tesouro da Sé de Évora. http://www.inventarioaevora.com.pt/acessibilidade/roteiro_t2_01.html

"Esta peça pertenceu ao extinto e demolido Convento de Nossa Senhora do Paraíso (fundado em 1430), que encerrou definitivamente por morte da prioresa D. Maria Isabel dos Corações de Jesus e Maria, em 1897, tendo sido transferida para a Sé de Évora." - Susana Tavares Nogueira (23-4-2002) http://www.sistemasfuturo.pt/inweb_fea/ficha.aspx?id=584&src=FEA


2) No Museu de Évora:

a) Túmulo de D. Álvaro da Costa feito por Nicolau de Chanterene em Évora em 1535. Hoje, no Museu de Évora.
dimensões: altura: 550 largura: 370
nº de inventário: ME 1769
descrição: Grande arcossólio delimitado lateralmente por duas pilastras caneladas, adornadas e encimadas por entablamentos e frontão triangular, tendo as bases salientes em relação à base da arca feral. O arco central é de volta perfeita e está assente sobre colunas estriadas e ornadas nos cantos entre as pilastras do arco e as pilastras exteriores. Nas cantoneiras estão dois óculos abertos com bustos, um masculino e outro feminino. No soco de base e no friso a decoração tem muitos elementos vegetalistas, sendo o perfil do arco feito com cabeças de anjos. Ao centro do friso está uma pequena cartela com data de 1535 e ao centro do frontão o brasão do tumulado. Na face lateral da funerária está a inscrição: D ALVARVS COSTA HVIVS /AEDIS PATRONVS SIBI ET SVIS / VIVVS POSVIT M D XXXV . - da ficha do Museu, in: http://www.matriznet.ipmuseus.pt/ipm/MWBINT/MWBINT00.asp


b) Museu de Évora: 3 colunas
autor: Chanterene, Nicolau (actividade conhecida 1511-1551); local de execução: Portugal; centro de fabrico: Évora; datação: 1533 d.C.
matéria: Mármore; dimensões: altura: 403
elementos do conjunto - nº inventário: ME 1771/1, ME 1771/2 , ME 1771/3.
descrição: Três colunas poligonais, de quatro faces, de mármore branco esculpido, com fustes estriados presos por laçaria muito leve; as bases e os capitéis estão ornamentados por quimeras, folhas de acanto de tipo tradicional, soco de medalhões circulares com bustos de baixo-relevo de personagens reais - ou seja, elementos “ao gosto romano“ , segundo os ideais renascentistas. As duas colunas reconstruídas conservam um fragmento de tecto, feito de madeira de carvalho, almofadadas.
historial: As três colunas de mármore branco pertenceram ao refeitório do destruído Convento do Paraíso, numa obra encomendada por D. Álvaro da Costa, conselheiro do rei D. Manuel e padroeiro da comunidade. Os capitéis, segundo Pedro Dias (1987), integram-se num conjunto de trabalhos escultóricos e construtivos a que também pertencia o túmulo do fidalgo. Este autor refere também que estas pilastras possuem a finura e o nível estético do retábulo da Pena, sendo que, no entanto, as bases são de talhe mais rude, constituindo obra, provavelmente, de um dos seus auxiliares. - da ficha do Museu, in: http://www.matriznet.ipmuseus.pt/ipm/MWBINT/MWBINT00.asp

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3) Na Biblioteca Nacional de Portugal, Lisboa: Livro da Regra e Constituições (Reservados); Livros de Coro (Música)
L.C. 138, f. [81].
L.C. 138, f. [114]
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4) No Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa:
MNAA, Inv. 1064 Pint.
«descrição: Representados em busto, São Bartolomeu e Santiago Maior apresentam uma expressão rude resultante de um certo arcaísmo no desenho e modelação dos rostos.
MNAA, Inv. 1067 = São Pedro e Santiago Menor.» - da ficha do Museu, in: http://www.matriznet.ipmuseus.pt/ipm/MWBINT/MWBINT00.asp
Bibliogr.: Grão Vasco e a pintura europeia do Renascimento. [Lisboa, Portugal] : Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, [1992]. pp. 186(texto)-187(fotos).
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MNAA, Inv. 185 Our
1601 d.C.- 1625 d.C.
"Custódia de base octogonal assente sobre oito cabeças de querubins, ligeiramente sobrelevada sobre a qual se observam de cada lado um anjo orante em vulto. A haste é composta por diversos anéis lisos. Ao centro da haste desenvolve-se o nó em forma de urna com nichos nas faces, separados por pequenos colunelos. Nos nichos podem-se observar pequenas figuras em vulto de santos. O ostensório é composto por moldura de forma circular na qual se insere uma lúnula formada por uma cabeça de querubim alado. A circundar o hostensório dois anéis de resplendor, sendo o primeiro de pequenos raios ondulados que surgem da própria moldura. O segundo resplendor surge de um anel pontuado na sua face anterior por cabeças de querubim alado alternadas com engastes quadrados de vidros coloridos, é composto por raios alternadamente ondulantes ou rematados por flores ou sóis. De cada lado deste ostensório surgem por entre os raios duas flores de lis de grandes dimensões. A encimar esta peça pode-se observar a figura em vulto de Cristo nimbado abençoando." (ficha on-line) Trata-se de Cristo ressuscitado. No pé, dentro de nichos, imagens de santos dominicanos.
Bibliografia: *VASCONCELOS, Joaquim de, Arte Religiosa em Portugal, Porto, Emílio Briel & Ca. Editores, 1914
- da ficha do Museu, in: http://www.matriznet.ipmuseus.pt/ipm/MWBINT/MWBINT00.asp


-Bibliografia:

*ESPANCA, Túlio - "O Convento de Nossa Senhora do Paraíso de Évora", in A Cidade de Évora, Évora, 1973, nº 56.

*DIAS, Pedro – “A Presença de artistas franceses no Portugal de Quinhentos”. In Mundo da Arte. Revista de Arte, Arqueologia e Etnografia, Coimbra, nº 14 (Set. 1983), pp. 3-20.

*MENDEIROS, (Chantre) José Filipe - O Convento e a Virgem do Paraíso. Évora, 1988 (2ª ed.)

*DIAS, Pedro - O Fydias peregrino : Nicolau Chanterene e a escultura europeia do Renascimento. Coimbra : Univ. Instituto de História da Arte : CENEL Electricidade do Centro, 1996, pp. 131-140: "As obras do Convento do Paraíso de Évora".

* FRAZÃO, (Maria) Luísa (Mendes André Coelho) - Iluminura Renascentista do Convento de Nossa Senhora do Paraíso de Évora. Lisboa: Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 1998. 2 vols. Tese de Mestrado em História da Arte (policopiada).

4 comentários:

Anónimo disse...

Olá! parabéns pelo seu blog! foi o único que encontrei com informação acerca do Convento de Nossa senhora do Paraíso, do qual no momento me encontreo a elaborar um trabalho.

Saudações:
deliciarte.wordpress.com
Participe no meu novo link do meu blog, seria interessante passar os seus conhecimentos.

Maria Filomena Folgado disse...

ANTÓNIO:

LI QUE ESTÁ A PREPARAR UM TRABALHO SOBRE O CONVENTO DE Nª. Sª. DO PARAÍSO DE ÉVORA.

MINHA BISAVÓ MATERNA FOI LÁ EDUCADA E, POR ISSO, GOSTARIA QUE ME DISSESSE, QUANDO TERMINAR ESSE TRABALHO, COMO POSSO ADQUIRI-LO

MUITO OBRIGADA

Maria Filomena Folgado disse...

ANTÓNIO:

ESQUECI-ME DE DIZER NA ANTERIR MENSAGEM QUE AGRADECIA ME CONTACTASSE POR E- mail mariafilomenafolgado@gmail .com

OBRIGADA

Anónimo disse...

Gostei do texto ajudou-me a clarificar alguns aspectos do conto de Fialho d'Almeida que fala sobre este convento.
Obrigado pela ajuda
Luísa Ferreirinho da costa